Associação das Empresas Sediadas no Polo Empresarial Goiás

Nesta edição entrevistamos o senhor Jayme Canedo, socio da empresa Ki-Jóia Produtos de Limpeza. 

 

1 – Como o senhor recebeu o convite para trazer sua empresa para o polo empresarial Goiás?  Pode nos contar um pouco do início dessa jornada empreendedora?

 

A vida é uma questão de oportunidade enxergada. Oportunidade todos têm, mas nem todos enxergam. Nós tínhamos uma área ali, na chácara São Pedro, na época não era asfaltado. Nós viemos até o prefeito pra pedir que ele pudesse nos ajudar a asfaltar, porque a gente queria sair de Goiânia e vir aqui para aparecida. Aí ele disse: “vou fazer uma coisa melhor. Eu não tenho ainda projeto nem orçamento para a chácara São Pedro, mas eu tenho um polo novo. Se vocês quiserem vir pra cá a gente pode fazer uma cessão de área. Acho que é até maior do que a que vocês têm lá, desde que vocês iniciem de imediatos.” Aí nós viemos ao Polo para conhecer. Isso foi em 1999. Nós assinamos o contrato de cessão e nos comprometemos a começar de imediato. Em 2000 nós já começamos a construção. 

 

2 – Qual foi o fator decisivo que o levou a optar por estabelecer seu negócio em Aparecida de Goiânia? Quais foram os atrativos que influenciaram essa decisão?

 

Aparecida está em uma localização privilegiada. Nós temos a BR e o anel viário. Esse foi um dos atrativos. A gente acreditou também que a política que o prefeito tinha era um sonho. Era um sonho que o Ademir tinha de transformar essa cidade em um polo de indústrias. Ele viveu um momento muito complicado de Aparecida. Aparecida era uma cidade dormitório, porque não havia empresas para gerar emprego. Outro fator foi que desde os anos 90 a vigilância estava pressionando as indústrias para sair de Goiânia, dificultando liberação de alvará. Eu conversei com meu irmão e fomos a várias cidades, inclusive Goianira que tinha acabado de abrir um Polo, mas quando eu cheguei aqui em Aparecida eu falei que aqui era o local, ainda mais nas condições que o prefeito ofereceu.

 

3 – Durante sua trajetória quais foram as principais dificuldades enfrentadas e como você superou?

 

Todo início é pautado por muitas dificuldades, mas se não tiver foco e perseverança você acaba desistindo. Quando foi entregue essa área ela estava situada em 5 loteamentos, não tinha asfalto, não tinha iluminação, transporte. Na parte da construção nós tivemos muita dificuldade com furto de materiais de construção. Outra dificuldade quando a gente começou a operar aqui em 2006 era a falta de infraestrutura como transporte, problema de energia, distância para os trabalhadores virem trabalhar. Apesar das dificuldades, a gente queria que outras indústrias e outras empresas enxergassem essa oportunidade. O Felismar me pediu para acompanhá-lo nas visitas. O Jorge Costa, por exemplo, nós o visitamos várias vezes. Ele ficava na perimetral norte pra ele vir pra cá. Até que eles se convenceram e resolveram aceitar essa área aqui

 

4 – O que acha que esse polo representa para Aparecida de Goiânia?

 

A localização desse Polo é a melhor que conheço no Estado de Goiás. O investimento aqui valeu a pena para todas as indústrias e para o Estado de Goiás, representou um desenvolvimento muito grande e para Aparecida foi um marco histórico. Foi a partir desse Polo aqui que Aparecida começou o seu desenvolvimento e a ser enxergada como uma cidade de futuro. 

 

5 – Em sua opinião, qual é a importância do associativismo para as empresas que estão agregadas na Apolo? Como a colaboração entre os membros tem beneficiado o desenvolvimento empresarial na região?

 

A importância do Polo é atender demandas específicas de um local. As empresas juntas, além de fortes, passam a ter uma importância que sozinho às vezes não é possível, principalmente quando se vai fazer uma reivindicação ao nível de poder público. Hoje a associação do Polo não fala mais em nome de mais de 200 empresas e mais de 20 mil pessoas que circulam aqui. 

 

6 – O que levou para se tornar um associado da Apolo?

 

A gente precisava de uma entidade que nos representasse. E naquela época a grande dificuldade era a regularização. Então a associação foi esse elo de luta permanente para regularizar as empresas do Polo e as empresas viram a necessidade de ter essa representatividade. Eu fui presidente do sindicado das indústrias químicas do Estado de Goiás por dois mandatos. Hoje sou presidente do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa. 

 

7 – Qual mensagem o senhor deixa por ser membro associado da Apolo?

 

A melhor maneira de se conhecer uma entidade não é perguntar o que ela pode fazer pelo Polo, mas sim o que eu posso fazer pra ajudar a entidade a fortalecer o polo. A associação precisa da participação ativa de todos aqui dentro para que os projetos sejam viáveis. Outra coisa que às vezes não enxergamos é que o Polo é um atrativo turístico com eventos e ações de atrair o público. A segurança também é um benefício, pois cada um cuida do patrimônio um do outro.