Associação das Empresas Sediadas no Polo Empresarial Goiás

Felismar Antônio Martins não é somente o Secretário de Indústria e Comércio do município de Aparecida de Goiânia, ele é parte da história da Apolo e um de nossos pioneiros. Em entrevista Felismar nos contou um pouco de sua história. 

“Para mim é uma felicidade imensa estar recordando e falando sobre o polo Empresarial que a gente esteve presente na sua criação no ano de 1997.”

 

  • O que as entidades públicas fizeram para que o Polo se tornasse uma realidade?

 

Como o poder público, a prefeitura municipal tinha o poder de mudar a destinação de uma região que era loteamento, eles mudaram e realizaram a desapropriação indireta. […] E a lei que autorizou a destinação para Polo Empresarial ela também desafetou de uso comum das ruas, fazendo com que se tornassem áreas patrimoniais do município.

 

  • Quais foram as dificuldades enfrentadas pelo ente público. 

 

Como era um loteamento feito na década de 70, e aqui tinha alguns moradores, uns sete loteamentos e tinha umas 60 casas, moradias bastante simples né, que no caso a gente precisou desapropriar e pagar de imediato esse morado para que ele saísse do local. Essas desapropriações precisam ser indenizadas de imediato. […] E aí, foi uma certa dificuldade né, porque assim, as pessoas pegavam certo amor em suas casas, mas com o tempo foram entendendo que era para um bem maior que era criar um Polo para gerar emprego e renda.

 

  • Qual foi a importância da associação das empresas sediadas no Polo Empresarial de Goiás na regularização do Polo Empresarial. 

 

A Associação demostrou muita força, muita determinação, tinha a disposição de regularizar e aí surgiu os questionamentos de como fazer. […] Como estava um pouco demorado, um pouco burocrático, foi provocado junto ao cartório uma sessão de uso, falando: Olha queremos a escritura, em função de que nós cumprimos a nossa parte e aí o cartório abril vista ao juiz e lá foi o marco, porque aí o juiz passou a entender que era legítimo o pleito das empresas do Polo. E a associação foi muito importante nesse processo porque contratou profissionais gabaritados, que entendiam bem da área. E aí começou a provar em juízo que o Polo já existia e foi criado com aquela finalidade, que futuramente as empresas teriam a sua escritura e que era o momento de o juiz dar uma sentença favorável as empresa, foi onde foi dado a judicação em prol do município para que então o município pudesse escriturar as empresas. Só que não foi tão simples, não foi todo o Polo de uma vez só, foi feito por etapas.

 

  • Como você enxerga o papel da Associação nessa intermediação entre o direito privado representado pelas empresas e o direito público que você hoje representa? 

 

Eu não diria a gente ajuda a Associação, mas que a Associação ajuda o Poder Público. A grande importância de se organizar aqui uma Associação, isso foi de extrema importância para o poder público, facilitou o dialogo com o Poder Público, o dialogo ficou mais claro, ficou mais transparente. [..] O Poder Público é um pouco burocrático e quando a Associação enfrenta o problema e pega para valer, as coisas saem com mais naturalidade. […] Aqueles que são associados são muito bem atendimentos pela Associação do Polo, eu tenho certeza que aqueles que não são associados estão perdendo, embora eu sei que vocês como associação não fazem só para o associado, fazem para o Polo Empresarial como um todo. Então eu acho que aqueles que estão fora da Associação que venham para a Associação, venha trazer as suas ideias, venha trazer as suas opiniões. […] Quanto mais forte é a Associação, melhor é para o Poder Público.